Lubrificante Articular Natural
Lubrificante Articular Natural

A lubrificação de engrenagens é necessária para reduzir o atrito e o desgaste, além de proteger e resfriar as peças, aumentando sua vida útil. Em um sistema orgânico, esse mecanismo não é muito diferente.

As articulações sinoviais, como joelhos, ombros, mãos, pés, e vértebras são revestidas externamente por uma estrutura chamada cápsula articular. É ela que dá o formato de articulação àquela junção de dois ossos, revestidas por uma cartilagem cada um. Na parede interna da cápsula, encontra-se a membrana sinovial, responsável pela produção do líquido sinovial, composto basicamente por água, ácido hialurônico, lubricina, algumas glicoproteínas e outros mucopolissacarídeos. Na estrutura da membrana sinovial, encontram-se receptores mecânicos, que são estimulados durante o movimento articular, alterando sua forma e comprimento. A deformação da cápsula articular e da membrana sinovial, decorrentes do movimento articular, estimula a produção e liberação do líquido sinovial no interior da articulação.

As constantes mudanças dos pontos de pressão, durante o movimento articular, fazem com que o líquido sinovial entre e saia da cartilagem, de forma semelhante a uma esponja submersa na água, a qual é comprimida e descomprimida. Sendo a cartilagem, uma estrutura em aporte neural, sanguíneo e linfático, a entrada e saída deste líquido é sua única fonte de nutrição e lubrificação.

Apesar da grande quantidade de água, aproximadamente 80% está concentrada na sua superfície, seus outros componentes proporcionam uma característica viscoelástica, e isto faz com que a distribuição da carga seja tempo-dependente. Para que uma força compressiva seja bem aceita pela cartilagem, esta precisa ser imposta lentamente, a fim de que a pressão interna se acomode ao poucos, evitando rupturas na sua estrutura.

O começo do desgaste da cartilagem, a artrose, é assintomático devido ao arranjo das fibras de colágeno na superfície articular. À medida que o desgaste progride até a camada profunda, atinge as fibras que estão aderidas no osso, com sua inervação e vascularização, provocando maiores sintomas dolorosos, quando pouco lubrificadas.

Se em um motor, é preciso trocar o óleo periodicamente, retirando o velho e cheio de impurezas, para colocar um novo, no nosso corpo, basta movimentar as articulações, que ainda estimulam o sistema musculoesquelético, proporcionando maior ativação neuromuscular.

REFERÊNCIAS:

1. Mow VC et al. ”Some surface characteristics of articular cartilage. II. On the stability of articular surface and a possible biomechanical factor in etiology of chondrodegeneration”. J Biomechanics (1974) Sep;7(5):457-68. Doi: 10.1016/0021-9290(74)90008-6;

2. Mow VC et al. “The influence of link protein stabilization on the viscometric properties of proteoglycan aggregate solutions”. Biochim Biophys Acta (1989) Aug 18;992(2):201-8. Doi: 10.1016/0304-4165(89)90011-1.

3. Mow VC, Lai WM. ”Some surface characteristics of articular cartilage. I. A scanning electron microscopy study and a theoretical model for the dynamic interaction of synovial fluid and articular cartilage”. J Biomechanics (1974) Sep;7(5):449-56. Doi: 10.1016/0021-9290(74)90007-4;

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