
Dificuldades que vão surgindo com a idade
E de repente, quando você menos espera, aquele lance trivial de escadas está te dando um cansaço. Já é preciso fazer uma pausa no meio do percurso, ou sentar uns minutos para recuperar o fôlego e descansar as pernas.
Mas isso não acontece da noite para o dia.
Dos 20 aos 30 anos, a concentração do hormônio de crescimento (GH), cai pela metade. A velocidade de declínio se acentua aos 50 e, aos 80, é praticamente uma linha vertical e reta.
Por volta dos 50 anos, a massa muscular diminui 1-2%/ano e a capacidade de produção de força cai em torno de 1,5%/ano. Aos 60, essa taxa praticamente dobra.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento e vale para pessoas saudáveis e ativas. Mas já faz alguns anos que vivemos em uma epidemia (ou talvez até pandemia) de sedentarismo. O que só acelera as perdas naturais e fisiológicas.
O cérebro humano tende a procurar alternativas mais fáceis para tudo, a fim de economizar energia. Quanto mais fácil, maior a recompensa, e maior será a quantidade de dopamina liberada. Usamos automóveis para fazer praticamente tudo. Sempre que possível, optamos por elevador e escada rolante. Com o celular já é possível abastecer os armários de casa. E quando percebemos, aquela escada está com mais degraus do que antigamente.
A capacidade de produção de força e a velocidade da caminhada são excelentes indicadores de saúde e estão fortemente associados com doenças sistêmicas. A melhor maneira de preservá-los é manter-se fisicamente ativo, e mesmo um idoso centenário pode apresentar ganhos de força muscular e condicionamento cardiorrespiratório quando exposto a um programa de exercícios.
Saiba como prevenir essas perdas do envelhecimento. Porque elas vão acontecer, mas você escolhe quando.
REFERÊNCIAS:
1. Morley JE, Anker SD, von Haehling S. "Prevalence, incidence, and clinical impact of sarcopenia: facts, numbers, and epidemiology—update 2014. J Cachexia Sarcopenia Muscle (2014) 5:253–259. doi 10.1007/s13539-014-0161-y
2. Kirchengast S. ‖Physical inactivity from de viewpoint of evolutionary medicine.‖ Sports 2014, 2, 34-50; doi:10.3390/sports2020034;
3. Mansager K. et al. ‖Association of Cardiorespiratory Fitness With Long-term Mortality Among Adults Undergoing Exercise Treadmill Testing‖. JAMA Network Open. 2018;1(6):e183605. doi:10.1001/jamanetworkopen.2018.3605
4. Cansel C, Luquet S. ―Triglyceride sensing in the reward circuitry: A new insight in feeding behaviour regulation‖. Biochimie 120 (2016) 75–80. dx.doi.org/10.1016/j.biochi.2015.07.004
E de repente, quando você menos espera, aquele lance trivial de escadas está te dando um cansaço. Já é preciso fazer uma pausa no meio do percurso, ou sentar uns minutos para recuperar o fôlego e descansar as pernas.
Mas isso não acontece da noite para o dia.
Dos 20 aos 30 anos, a concentração do hormônio de crescimento (GH), cai pela metade. A velocidade de declínio se acentua aos 50 e, aos 80, é praticamente uma linha vertical e reta.
Por volta dos 50 anos, a massa muscular diminui 1-2%/ano e a capacidade de produção de força cai em torno de 1,5%/ano. Aos 60, essa taxa praticamente dobra.
Isso faz parte do processo natural de envelhecimento e vale para pessoas saudáveis e ativas. Mas já faz alguns anos que vivemos em uma epidemia (ou talvez até pandemia) de sedentarismo. O que só acelera as perdas naturais e fisiológicas.
O cérebro humano tende a procurar alternativas mais fáceis para tudo, a fim de economizar energia. Quanto mais fácil, maior a recompensa, e maior será a quantidade de dopamina liberada. Usamos automóveis para fazer praticamente tudo. Sempre que possível, optamos por elevador e escada rolante. Com o celular já é possível abastecer os armários de casa. E quando percebemos, aquela escada está com mais degraus do que antigamente.
A capacidade de produção de força e a velocidade da caminhada são excelentes indicadores de saúde e estão fortemente associados com doenças sistêmicas. A melhor maneira de preservá-los é manter-se fisicamente ativo, e mesmo um idoso centenário pode apresentar ganhos de força muscular e condicionamento cardiorrespiratório quando exposto a um programa de exercícios.
Saiba como prevenir essas perdas do envelhecimento. Porque elas vão acontecer, mas você escolhe quando.
REFERÊNCIAS:
1. Morley JE, Anker SD, von Haehling S. "Prevalence, incidence, and clinical impact of sarcopenia: facts, numbers, and epidemiology—update 2014. J Cachexia Sarcopenia Muscle (2014) 5:253–259. doi 10.1007/s13539-014-0161-y
2. Kirchengast S. ‖Physical inactivity from de viewpoint of evolutionary medicine.‖ Sports 2014, 2, 34-50; doi:10.3390/sports2020034;
3. Mansager K. et al. ‖Association of Cardiorespiratory Fitness With Long-term Mortality Among Adults Undergoing Exercise Treadmill Testing‖. JAMA Network Open. 2018;1(6):e183605. doi:10.1001/jamanetworkopen.2018.3605
4. Cansel C, Luquet S. ―Triglyceride sensing in the reward circuitry: A new insight in feeding behaviour regulation‖. Biochimie 120 (2016) 75–80. dx.doi.org/10.1016/j.biochi.2015.07.004





