Controle do Movimento
Controle do Movimento

O movimento humano ocorre pela interação de fatores individuais, da tarefa a ser realizada e do ambiente no qual o ser humano está inserido.

O movimento em si, pode ser definido por qualquer mudança na forma de um corpo ou em alguma de suas partes. Já a atividade física, caracteriza-se por qualquer movimento corporal produzido pelo sistema musculoesquelético, que resulta em gasto energético. E exercício é uma atividade física planejada, estruturada, repetitiva, com o propósito de melhorar ou manter um ou mais componentes da aptidão física.

Em cada movimento executado, como caminhar, por exemplo, ocorre uma determinada sequência sináptica nas estruturas cerebrais para viabilizá-lo. Essa série de sinapses, para a mesma tarefa, modifica-se com a postura que adotamos e com o ambiente em que estamos inseridos. Um local vazio ou com muitas pessoas, iluminado ou escuro, plano e firme ou irregular e escorregadio vão requisitar sequências neuronais bastante distintas umas das outras. Em cada novo padrão de movimento, é praticamente um novo “pinball neurológico”.

Imediatamente após o SNC planejar um movimento, ele recebe informações de como o mesmo foi executado, e se retroalimenta para fazer as correções necessárias, ainda durante a execução deste movimento, ou da próxima sequência de movimentos. Após uma análise dos diversos fatores oferecidos pelo ambiente, a escolha do movimento a ser realizado acontece de forma bayesiana, objetivando a melhor relação custo benefício. O que pode determinar se o movimento está “certo ou errado” é a demanda que ele oferece ao corpo. Pegar um objeto do chão, sem dobrar os joelhos, pouco importa se o objeto é uma caneta. Mas se for um saco de cimento de 50Kg, a demanda musculoesquelética será muito maior.

As pessoas têm aptidões diferentes para o movimento, por isso, é importante seguir com o movimento (mesmo que ele pareça um pouco estranho na nossa percepção) para dar tempo do cérebro reconhecer um padrão neural mais efetivo de realizar o mesmo movimento. Quanto mais nos movimentamos, mais informações damos ao nosso cérebro para que ele possa corrigir e otimizar o gesto motor.

Um adulto que se mantem fisicamente ativo durante boa parte da vida, chegará à velhice com uma boa bagagem motora, bem como maior cinestesia e disponibilidade corporal.

REFERÊNCIAS:
1. Woollacott, MH. Shumway-Cook, A. Controle Motor: Teoria e aplicações práticas, 3ª edição; 2. Bowman K. “Move Your DNA: The Difference Between Exercise and Movement”. Journal of Evolution and Health, Vol. 2 [2017], Iss. 3, Art. 11. DOI: 10.15310/2334-3591.1077
3. Davids, K et al. “Movement Systems as Dynamical Systems”. Sports Med, 2003;33(4):245-60, doi: 10.2165/00007256-200333040-00001;
4. Wolpert, DM. Landy, MS. “Motor control is decision-making”. Curr Opin Neurobiol, 2012 Dec;22(6):996-1003, doi: 10.1016/j.conb.2012.05.003;
5. Gallivan, JP et al. “Decision- making in sensorimotor control”. Nat Rev Neurosci 19, 519–534 (2018). https://doi.org/10.1038/s41583-018-0045-9.
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