
Capacidade Funcional
O termo “capacidade” remete ao máximo que algo tolera ou alguém é capaz de fazer. A capacidade de litros que comporta um tanque de combustível ou de ejeção sanguínea do coração, a capacidade de produzir força de um motor ou de um músculo.
A capacidade funcional mede o quanto capaz é um idoso, de ser funcional em suas tarefas individuais. Ela é medida por três áreas. Uma que avalia as atividades básicas de vida diária (ABVD), como vestir-se, tomar banho, alimentar-se sozinho, transferir o próprio peso na cama ou no sofá, fazer a higiene pessoal e a continência de esfíncteres.
Outro componente avalia as atividades instrumentais de vida diária (AIVD), que refere-se ao manejo de certos instrumentos para a manutenção da independência, como a utilização do telefone e de algum meio de transporte, fazer pequenas compras e preparar refeições, manter o cuidado da casa e das roupas, além do controle financeiro e dos medicamentos.
A capacidade funcional ainda tem um terceiro item, que avalia as atividades avançadas de vida diária (AAVD), que se refere ao nível de socialização do idoso, como ir à missa ou encontros da comunidade, participar ativamente de uma reunião, receber ou fazer visitas, participar de eventos culturais, como apresentações de teatro ou alguma exposição de arte e ainda, fazer viagens de longa duração.
O processo natural de envelhecimento é marcado por perdas, biológicas, psicológicas e sociais. É preciso estar atento a essas alterações comportamentais para prevenir o isolamento social ou doenças como a depressão, anorexia e desnutrição, episódios de queda ou golpes de terceiros.
Assim como também é muito importante evitar tirar toda a independência com o objetivo de super protege-lo. Uma alternativa para estar atento a essas perdas é manter-se próximo da família, inserido ativamente na comunidade, e de vez em quando fazer alguma coisa nova, como aprender uma habilidade ou idioma, ou ainda, viajando para lugares diferentes.
REFERÊNCIAS:
1. Minosso JSM et al. ” Validação, no Brasil, do Índice de Barthel em idosos atendidos em ambulatórios. Acta Paul Enferm 2010;23(2):218-23;
2. Katz S et al. “Studies of Illness in the Aged. The Index of ADL: A Standardized Measure of Biological and Psychosocial Function. JAMA, Sept 21, 1963;
3. Lawton MP, Brody EM. “Assessment of Older People: Self-Maintaining and Instrumental Activities of Daily Living. Gerontologist, 1969 Autumn;9(3):179-86
4. Sposito G, Neri AL, Yassuda MS. “Atividades avançadas de vida diária (AAVDs) e o desempenho cognitivo em idosos residentes na comunidade: Dados do Estudo FIBRA Polo UNICAMP. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2016; 19(1):7-20. http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2016.15044;
O termo “capacidade” remete ao máximo que algo tolera ou alguém é capaz de fazer. A capacidade de litros que comporta um tanque de combustível ou de ejeção sanguínea do coração, a capacidade de produzir força de um motor ou de um músculo.
A capacidade funcional mede o quanto capaz é um idoso, de ser funcional em suas tarefas individuais. Ela é medida por três áreas. Uma que avalia as atividades básicas de vida diária (ABVD), como vestir-se, tomar banho, alimentar-se sozinho, transferir o próprio peso na cama ou no sofá, fazer a higiene pessoal e a continência de esfíncteres.
Outro componente avalia as atividades instrumentais de vida diária (AIVD), que refere-se ao manejo de certos instrumentos para a manutenção da independência, como a utilização do telefone e de algum meio de transporte, fazer pequenas compras e preparar refeições, manter o cuidado da casa e das roupas, além do controle financeiro e dos medicamentos.
A capacidade funcional ainda tem um terceiro item, que avalia as atividades avançadas de vida diária (AAVD), que se refere ao nível de socialização do idoso, como ir à missa ou encontros da comunidade, participar ativamente de uma reunião, receber ou fazer visitas, participar de eventos culturais, como apresentações de teatro ou alguma exposição de arte e ainda, fazer viagens de longa duração.
O processo natural de envelhecimento é marcado por perdas, biológicas, psicológicas e sociais. É preciso estar atento a essas alterações comportamentais para prevenir o isolamento social ou doenças como a depressão, anorexia e desnutrição, episódios de queda ou golpes de terceiros.
Assim como também é muito importante evitar tirar toda a independência com o objetivo de super protege-lo. Uma alternativa para estar atento a essas perdas é manter-se próximo da família, inserido ativamente na comunidade, e de vez em quando fazer alguma coisa nova, como aprender uma habilidade ou idioma, ou ainda, viajando para lugares diferentes.
REFERÊNCIAS:
1. Minosso JSM et al. ” Validação, no Brasil, do Índice de Barthel em idosos atendidos em ambulatórios. Acta Paul Enferm 2010;23(2):218-23;
2. Katz S et al. “Studies of Illness in the Aged. The Index of ADL: A Standardized Measure of Biological and Psychosocial Function. JAMA, Sept 21, 1963;
3. Lawton MP, Brody EM. “Assessment of Older People: Self-Maintaining and Instrumental Activities of Daily Living. Gerontologist, 1969 Autumn;9(3):179-86
4. Sposito G, Neri AL, Yassuda MS. “Atividades avançadas de vida diária (AAVDs) e o desempenho cognitivo em idosos residentes na comunidade: Dados do Estudo FIBRA Polo UNICAMP. Rev. Bras. Geriatr. Gerontol., Rio de Janeiro, 2016; 19(1):7-20. http://dx.doi.org/10.1590/1809-9823.2016.15044;





