
Ansiedade, Depressão e Exercício
O processo de envelhecimento tem características biopsicossociais, sendo a ansiedade e a depressão as psicopatias mais prevalentes entre os idosos. Esses transtornos de humor podem ser causados por perdas biológicas e sociais, como o “simples” fato de aposentador-se, por exemplo.
Imagine a irritabilidade ou tristeza de alguém que “foi”, “teve”, “soube”, “fazia”, “era” ou “esteve” e atualmente encontra-se incapaz de manter sua independência e ainda é mal compreendido entre seus familiares
Uma crise de ansiedade em um idoso (que já tem seus vasos sanguíneos rígidos) pode gerar um pico de pressão arterial e, consequentemente, um aneurisma ou infarto. Sintomas depressivos que se acentuam podem levar um idoso à síndrome do imobilismo, a uma TVP ou até mesmo ao suicídio. Episódios de quedas são bastante comuns nessa população.
O descondicionamento físico de um idoso compartilha alguns caracteres com a depressão, como a exaustão, fadiga precoce, falta de força, baixo gasto energético diário e inapetência (até porque, idoso que não gasta energia, não tem fome)
Por isso, a mudança de comportamento é peça-chave em situações como essa. Estabelecer uma rotina que contemple atividade física, aceitar que o cansaço e a dificuldade fazem parte da vida, e ainda desenvolvem a resiliência, começar a praticar exercícios, melhorar a alimentação, pegar sol e manter um relacionamento social ativo e real, com menos tempo de telas, já melhoram significativamente o prognóstico. Alguns alimentos específicos e suplementos contribuem bastante, mas nesse caso é necessário consultar um profissional capacitado.
O exercício físico em idosos com depressão é muito benéfico por ser sistêmico, não apresentar interação medicamentosa, podendo ainda diminuir a necessidade de algum antidepressivo, e possui uma ampla variedade de modalidades indicadas, podendo ser fortalecimento, aeróbico, ambos, pliométrico, funcional, Tai Chi e danças.
REFERÊNCIAS:
1. Jacques Phillipe – Liberdade Interior
2. Vaughan, L. Corbin, AL. Goveas, JS. “Depression and frailty in later life: a systematic review”. Clin Interv Aging 2015:10 1947–1958 2015, doi: 10.2147/CIA.S69632;
3. Marx, W et al. “Diet and depression: exploring the biological mechanisms of action”. Molecular Psychiatry, 2021. Doi.org/10.1038/s41380-020-00925-x 2021;
4. Bigarella, LG et al. “Exercise for depression and depressive symptoms in older adults: an umbrella review of systematic reviews and Meta-analyses”. Aging & Mental Health, 2021. https://doi.org/10.1080/13607863.2021.1951660;
5. Delabary, MS et al. “Can Samba and Forró Brazilian rhythmic dance be more effective than walking in improving functional mobility and spatiotemporal gait parameters in patients with Parkinson’s disease?”. BMC Neurology (2020) 20:305 https://doi.org/10.1186/s12883-020-01878-y.
O processo de envelhecimento tem características biopsicossociais, sendo a ansiedade e a depressão as psicopatias mais prevalentes entre os idosos. Esses transtornos de humor podem ser causados por perdas biológicas e sociais, como o “simples” fato de aposentador-se, por exemplo.
Imagine a irritabilidade ou tristeza de alguém que “foi”, “teve”, “soube”, “fazia”, “era” ou “esteve” e atualmente encontra-se incapaz de manter sua independência e ainda é mal compreendido entre seus familiares
Uma crise de ansiedade em um idoso (que já tem seus vasos sanguíneos rígidos) pode gerar um pico de pressão arterial e, consequentemente, um aneurisma ou infarto. Sintomas depressivos que se acentuam podem levar um idoso à síndrome do imobilismo, a uma TVP ou até mesmo ao suicídio. Episódios de quedas são bastante comuns nessa população.
O descondicionamento físico de um idoso compartilha alguns caracteres com a depressão, como a exaustão, fadiga precoce, falta de força, baixo gasto energético diário e inapetência (até porque, idoso que não gasta energia, não tem fome)
Por isso, a mudança de comportamento é peça-chave em situações como essa. Estabelecer uma rotina que contemple atividade física, aceitar que o cansaço e a dificuldade fazem parte da vida, e ainda desenvolvem a resiliência, começar a praticar exercícios, melhorar a alimentação, pegar sol e manter um relacionamento social ativo e real, com menos tempo de telas, já melhoram significativamente o prognóstico. Alguns alimentos específicos e suplementos contribuem bastante, mas nesse caso é necessário consultar um profissional capacitado.
O exercício físico em idosos com depressão é muito benéfico por ser sistêmico, não apresentar interação medicamentosa, podendo ainda diminuir a necessidade de algum antidepressivo, e possui uma ampla variedade de modalidades indicadas, podendo ser fortalecimento, aeróbico, ambos, pliométrico, funcional, Tai Chi e danças.
REFERÊNCIAS:
1. Jacques Phillipe – Liberdade Interior
2. Vaughan, L. Corbin, AL. Goveas, JS. “Depression and frailty in later life: a systematic review”. Clin Interv Aging 2015:10 1947–1958 2015, doi: 10.2147/CIA.S69632;
3. Marx, W et al. “Diet and depression: exploring the biological mechanisms of action”. Molecular Psychiatry, 2021. Doi.org/10.1038/s41380-020-00925-x 2021;
4. Bigarella, LG et al. “Exercise for depression and depressive symptoms in older adults: an umbrella review of systematic reviews and Meta-analyses”. Aging & Mental Health, 2021. https://doi.org/10.1080/13607863.2021.1951660;
5. Delabary, MS et al. “Can Samba and Forró Brazilian rhythmic dance be more effective than walking in improving functional mobility and spatiotemporal gait parameters in patients with Parkinson’s disease?”. BMC Neurology (2020) 20:305 https://doi.org/10.1186/s12883-020-01878-y.





